Sonho de consumo da semana: uma ilha para abrigar todos os idiotas. Sonho impossível, claro, pois como um amigo comentou, uma ilha é pouco – precisaríamos de um continente. Ou de um planeta inteiro.
Uma das inúmeras coisas que aprendi com o passar dos anos é que sacanear os outros não me leva a lugar nenhum. Sabe aquele tipo de pessoa que, para tirar o seu da reta, coloca outro indivíduo na pista? Sim, claro que você sabe, conhece vários e talvez até tenha sido um deles em algum momento da vida. Não tem a ver com criação, dinheiro, estudo, esperteza, cultura, é apenas uma dificuldade crônica em lidar com problemas da vida adulta.
Nos últimos dias fui surpreendida por uma enxurrada de decepções. Vindas de pessoas próximas, pelas quais eu nutria admiração, amizade, amor. E acima disso tudo, respeito. A Samanttinha pacata costuma relevar um monte de coisa em nome da “parte boa” que todo mundo tem. Lição da semana: a parte boa de algumas pessoas fica pequena, muito pequena, quando elas são estimuladas por seus próprios egos a agir de forma estúpida e gratuita.
No olho do furacão eu poderia ter tido as piores reações. Chorar, questionar, discutir, responder na mesma moeda. Nada disso resolveria. Na hora, pode ser um alívio: gritar, espernear, culpar alguém. Mas depois sobraria a mesma coisa que sinto agora. Tristeza. Somente isso. Já fiquei triste outras vezes. E sei que só o tempo diminui essa sensação.
“Todas essas buscas, todos esses mundos… Podemos ser tão semelhantes e viver em universos tão distantes? É possível que partilhemos o mesmo frenesi, nós que não somos do mesmo solo nem do mesmo sangue e da mesma ambição?”
Os críticos apontam problemas.
Os inteligentes apontam soluções.
Os idiotas apontam pessoas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário