Você vai dizer que sente saudades de momentos, pessoas, cenários, perfumes, músicas, sensações e uma porção de coisas que viveu e não voltam mais. Eu também sinto. Saudades dos horários de almoço esticada no gramado, pedreiro style, falando bobagens com os amigos. Na época em que os colegas de trabalho viravam amigos. Saudades de noitadas, baladas, bebedeiras, da sensação de chegar sozinha no bar sabendo que ia encontrar alguém conhecido. Na época em que eu ia a bares. Saudade um pouco de quem eu era, mas muito mais de quem as pessoas eram, de como os lugares eram. Saudades de tomar quentão numa festa caipira qualquer, e mesmo que eu continue fazendo isso todos os anos, nunca mais será igual. Saudades do piso clarinho de casa, em breve, saudades da casa de janelas bem grandes.
Você viaja pra longe pra passar uns dias. Chega o final da viagem e você está com saudades de casa; da sua cama, do seu banheiro, do seu sofá e do seu chuveiro. Então volta e poucos dias depois, vendo as fotos da viagem, sente saudades de… viajar. Eu sou assim, aposto que você também.
Sinto saudades dos amigos - e penso quando é que ficou normal encontrar essas pessoas na rua, dizer um oi-tudo-bem mais clichê impossível, seguir o caminho e continuar vivendo. Viver sem eles parecia impossível e sinto saudades desse bem querer imensurável, parecia que nunca nada ia mudar.
Sentir saudade é uma constante. Cada vez que escurece já temos uma porção de coisas novas para sentir saudades. Toda vez que amanhece a gente reza pra que o dia seja bom, pra que coisas boas aconteçam, sem pensar que cada amanhecer e cada coisa boa também trazem saudades.

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