terça-feira, 3 de maio de 2011

Cóleras amorosas.

Tenho pensado muito nos “porquês” da vida, se existe algum sentido nisso tudo, especialmente nas relações. Não somos só cada vez mais escravos da tecnologia, nos tornamos escravos de nossas verdades absolutas e, o que antes nos aproximava uns dos outros (afinidade, amor) já não é mais suficiente. Não adianta você gostar de alguém: você precisa provar, e essa prova só será aceita se ficar dentro do quadrado que a outra pessoa considera válido.  A amizade e suas nuances, suas peculiaridades, aquelas coisas que fazem você gostar da pessoa pelo que ela é, nada disso é suficiente: você não pode falhar.
Relações ficaram descartáveis e isso ainda é esquisito para mim. Sinto, sofro, demoro a me recompor. Sinto falta até hoje de amigos que não estão mais aqui há anos, seja pela distância, pela mudança de planos ou por coisas chatas da vida. Todos deixaram lacunas que nunca foram preenchidas (e nem serão). Sinto falta das coisas que SÓ ELES faziam, e não das coisas que eles “nunca teriam feito”. Lembro de risadas, de segredos divididos, de situações malucas, de conversas e de silêncios. Mas acima de tudo lembro que me amavam à sua maneira – e esse amor, mais dia menos dia, acaba fazendo falta.
Deixar de amar dói, mas a essa altura da vida a gente já sabe que não é assim uma missão impossível.

Um comentário:

  1. Ah ! O desejo. Senhor absoluto da alma. Queima como uma chama ardente e faz doer o corpo. Como :
    - Lembranças, saudades ,amores vividos e não vividos;
    - Sonhos sonhados e sonhos dormidos;
    - Revoluçoes e rupturas sociais derrubando convençóes arcaicas e classes reacionárias...
    Como não desejar ?
    Esta é a questão.

    Bjs.

    Assinado: Mister Alguém

    ResponderExcluir