domingo, 27 de junho de 2010

Mudanças

Mudanças!

Me espera que eu vou, eu vou eu vou, vou...

....e dessa vez!
Sem treta nem stress, não quero saber disso.
Vamos viver tudo o que há para viver, não há tempo que para.

Não, logo você que sempre me incentivou a buscar por ideais e pelo crescimento intelectual quer me fazer padecer nesse lugarzinho?
Não desmereço a cidade onde nasci, mas me surpreende ouvir o que ouvi de você.
Tudo isso é um desabafo mesmo!!!
Nem você e nem ninguém vai me impedir (xô olho gordo saturei de você querendo me barrar até nisso).


Tenho ciência do que está por vir nas novas páginas da minha vida.
Mas é verdade que todos vão passar por isso.

Tá na minha hora.

Saudades ....
sentirão?
Será???

Eu vou guardá-los no meu peito com todo o carinho.
Vou lembrar de todos sempre.

Com imenso amor e carinho.

Preprarem-se.
Good vibrations for all and no more trouble.
Just it.

______________________
Diante disso só para quebrar o gelo, reporto aqui no blog a entrevista que a jovem Mariana Serafini - acadêmica de jornalismo fez comigo.

Segue abaixo:

VÍTIMA DE PRECONCEITO ENTRE A CLASSE MAIS ABASTADA

Para entender melhor o trabalho de Alberto Carlos de Almeida, “A Cabeça do Brasileiro”, entrevistei uma moça negra, jornalista, estudante de letras, cuja posição social é a classe média. Ao contrário do que afirma o livro, ela sofreu preconceito mesmo tendo boas condições financeiras e sendo de família conceituada. Segue entrevista em forma de ping-pong com a jovem Hellen Santos.Nome completo:Hellen Samantta de J. SantosIdade: 25 anosProfissão: Jornalista

Mariana Serafini - Na sua opinião o Brasil é um país totalmente livre do preconceito?
Hellen Santos - Não, todos sofrem algum tipo de preconceito. Seja da cor da pele, etnia, variação linguística, deficiência etc...As pessoas carregam esse preconceito de gerações anteriores, até os dias de hoje, esse tipo de assunto deve ser abordado corriqueiramente a partir do ensino fundamental até o último ano da escola. Quem sabe assim seja uma saída para as novas mentes de nossos adolescentes.

MS - Alguma vez você se sentiu vítima de preconceito por ser de pele negra?
HS - Sim, quando pequena na escola que frequentava sofri muitos preconceitos por estudar num colégio particular. No caso era um dos mais conceituados da cidade e sendo assim, o mais caro. O fato de uma garota negra estudar junto com os filhos brancos encomodou algumas pessoas por um bom tempo.Fiz muitos coleguinhas na minha escola ao ponto de lanchar juntos e fazer aulas praticas fora do horário de aula normal. Até uma vez, a mãe de uma colega minha tirou ela da aula de ballet por ter uma criança de cor junto com ela.Comentei ingenuamente com meus pais na hora do almoço, os mesmos se revoltaram e foram atrás da igualdade e direitos de sua filha, no caso eu.Até que a senhora teve de pagar algumas cestas básicas para a sociedade e no final da história até os dias de hoje eu e a filha dessa senhora somos amigas.

MS - Durante a faculdade, você encontrou dificuldades relacionadas direta ou indiretamente à sua origem? (levando em consideração que a faculdade hoje tem uma diferença de 13 pontos percentuais em vantagem para as pessoas brancas)
HS - Dificuldade, acho que não seria a palavra certa nesse caso. Mas sim algumas barreiras. Antigamente na faculdade que me formei, havia muitas propagandas para vestibular com as mídias, não escolhiam negros ou moreninhos que seja - só branquinhos e filhos de empresários da cidade, para mostrar que os filhos de empresários frequentam a faculdade.Não cheguei a cogitar a hipótese de fazer algum tipo de propaganda para a instituição de ensino, talvez meu esteriótipo ou o quesito beleza não agrada/agradava a faculdade. Mas colocasse então outros (as) em mídias...com o tempo quando saí da faculdade isso foi mudando. A faculdade aderiu o programa do governo PROUNI abriu as portas para outras pessoas oriúndas de outras etnias e/ou cor. Proporcionando o contato com o ensino superior, hoje aparece algumas pessoas de cor na propaganda mas de cabelos lisos...o legal mesmo era uma mistura de todas as cores e etnias, afinal fora a beleza natural das cataratas mencionamos sempre que Foz do Iguaçu agrega 75 etnias.Aqui no Brasil, em alguns casos, o preconceito não vai muito pela origem e sim pela cor.

MS - De que forma você acha que as barreiras do preconceito podem ser vencidas?
HS - Desde agora todos devem se conscientizar de que todos somos iguais, e nossa diferença de cor/etnia/raça/origem/deficiência não influência em nada no decorrer de nossas vidas e tomadas de decisões.Devemos conscientizar nossas crianças para futuras atitudes maturas, ou seja, na escola desde pequeno aprender a conviver com todas as crianças, fazer trabalhos juntos, não excluir de grupo por ser negro, gordo, árabe, paraguaio, surdo etc...Todos somos iguais capazes de exercer várias funções.
Obrigada!

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