sexta-feira, 9 de abril de 2010

O amor que não existe.

Há alguns dias atrás, a menina que parece uma boneca, 6 anos mais jovem que eu, afirmou com convicção: - ele é o amor da minha vida.


Cruel, mas realista, respondi: não, ele não é.


Por que não?


Passamos muito tempo da vida encontrando o amor nas pessoas erradas. Por conta disso, ouvimos todos aqueles clichês de término (ou descomeço) de relações. Você é a pessoa certa na hora errada. Não quero me envolver agora, não é uma boa hora. Preciso de tempo. Preciso de espaço. Somos muito diferentes. Somos parecidos demais. Este final de semana não posso. Acabei de sair de um relacionamento conturbado. Não é você, sou eu. Estou ocupada. Passa outra hora. Liga amanhã. Você tira minha concentração, preciso te evitar. É mais forte que eu. Foi bom enquanto durou. Tinha que ser com você.


Não sou a dona da verdade. A experiência que tenho, que também não é lá grande coisa, é resultado de muitas decepções, noites em claro, lágrimas, manhãs de olhos inchados, esperanças e frustrações. E, que bom! Tudo isso serviu de base pra entender que relacionamentos certos não são construídos da noite pro dia, que os melhores casais não são os mais perfeitos. Serviu pra mostrar que “feitos um para o outro” significa muito mais do que uma simples combinação de interesses, momentos e gostos.


Ainda assim, parece fácil encontrar o “amor da minha vida” tão cedo. Quando ainda não ouvimos todos os clichês; quando ainda não conhecemos as pessoas que vão nos ensinar, a duras penas e muito lenço de papel, que o amor-da-minha-vida não apareceu, não era você.


Há um único clichê que não deve ser ignorado, e é aquele que diz que a pessoa certa aparece quando menos esperamos. Nesse clichê também mora um dos nossos maiores erros: passamos a maior parte da vida esperando.

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