terça-feira, 25 de agosto de 2009

Até amanhã.

Acho engraçado essa gente que vive/fala/escreve/age como se não houvesse amanhã.
esse jargão, aliás, é muito bom, quando usado de forma inofensiva. afinal, bom mesmo é dormir como se não houvesse amanhã. comer como se não houvesse amanhã. de vez em quando, beber como se não houvesse amanhã.


Mas na prática, o fato é que o amanhã existe. ou seja: tudo aquilo que você protela, que deixa pra fazer amanhã… terá de ser feito amanhã. louça na pia, meia no tanque, contas atrasadas, conversas difíceis, resoluções. “como se não houvesse amanhã” não funciona pra nenhum desses itens. e ainda assim, há quem ignore o fato.


Amanhã existe. Todos nós passaremos por ele, de um jeito ou de outro. Todos nós teremos problemas de toda ordem: grandes, pequenos, com ou sem solução. Todos nós vamos chorar. nos arrepender de coisas feitas e ditas. todos nós vamos ficar velhos, enrugados, perder a memória e ganhar quilos. Todos nós precisaremos dar um jeito – ou não! – nos cabelos brancos, no trabalho chato e naquele vazamento na pia da cozinha. amanhã todos nós teremos filhos e netos e precisaremos contar histórias a eles. Do primeiro sutiã, do primeiro osso quebrado, de como era a vida sem internet. do dia em que bebemos como se não houvesse amanhã. Das músicas que ouvíamos sem parar… como se não houvesse amanhã para ouvi-las mais 457 vezes, até enjoar.


E de como a vida ficou melhor quando você aprendeu a amar… claro, amar como se não houvesse amanhã. Porque quando amanhã chegar todo mundo quer acordar feliz, sem pendências, preocupações ou rancores.


Então...até amanhã :D


De rolê pelo CEAEC.

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