segunda-feira, 4 de junho de 2012


E chegou a 27ª primavera. Desde já agradeço àqueles que simbolicamente (com ou sem o  Face avisando ahaha) lembraram desta data.
Não foi da forma como eu queria, o que havia planejado não aconteceu, deu tudo errado mas no fim até que foi legal deu para comemorar com alguns amigos.
O que levo de ensinamento é olhar para frente com mais maturidade e saber discernir quem realmente é AMIGO(a) – IRMÃO(a) esse papo é sem RANCOR algum, ao contrário de outras pessoas que nem tchum. Pois, o que mais existe é a turminha do interesse. Sim, os que falam com você só porque você tem créditos, cigarros, R$, carro e só estão com você na hora do auê!!!. Você passa o tempo todo convivendo com as pessoas e não aprende né Hellen Samantta? Agora você sabe, alguns até podem gostar de você outros não …é o interesse mesmo.
Daqui pra frente o que peço é saúde, maturidade e se possível passar o tempo ao lado de quem realmente gosta e mim pelo o que sou e não lembrem de mim por eu ter um cigarrinho, uma geladeira com cervejas etc…(vocês me entendem)
Convicta que sou muito mais que isso.

Realmente chateada com pessoas.
Porque a vida aos 27 não é fácil. O problema é que ali residem as mais infaustas circunstâncias do final da juventude e começo da vida adulta. É a ponte na qual muitos de nós insistimos em olhar para baixo e arredar. Segundo alguns psicólogos, é uma das fases mais difíceis da vida.
Logo, o problema que ronda os 27 é a vida. A vida que atrasa em nos ensinar como devemos fracassar numa fase em que o fracasso é quase uma regra. E o que é pior, é a vida que jamais nos ensina como devemos nos levantar de uma queda. Para aprender isso teremos que tropeçar e cair. E cair de novo e de novo e mais uma vez até que a nossa queda permita-nos levantar de modo teatral. E, cá entre nós, ninguém levanta de modo teatral aos 27. Nem com um pouco mais de entusiasmo. Aos 27 se cai de modo teatral, nada mais.


terça-feira, 13 de março de 2012

Quem sabe o último beijo.

Um beijo não substitui o outro. O último beijo não apaga o primeiro. E o próximo também não vai apagar aquele último. O último beijo é inconsciente: você não sabe que ele está acontecendo. Se soubesse teria aproveitado mais. Feito diferente. O último beijo teria sido mais longo, o abraço teria sido mais longo, aquele mísero instante que antecede o beijo teria sido mais longo. Pra valer cada lágrima que veio depois, cada noite em claro, cada palavra contida.
Eu acredito que a dor do coração partido é, em boa parte, a dor do último beijo. Do gosto e do cheiro que você não vai mais sentir. Entre tantas coisas perdidas quando alguém vai embora, o último beijo é o que dói mais. Afinal, quem sabe que ele é o último? Quando o carro dobrou a esquina, quando o avião decolou, quando a porta fechou. Era o último beijo e ninguém te avisou…

sexta-feira, 2 de março de 2012

Quem quase nunca???

Ela acorda. Checa o celular. Não tem mensagem. Abre a janela. O dia lá fora é lindo. Liga a tevê. Liga o chuveiro. Checa o celular. Não tem mensagem.
Ele acorda. Abre os olhos. Fecha de novo. Que sono.
Ela desliga o chuveiro. Liga o computador. Não tem email. Não tem mensagem. Vai para a cozinha passar um café. Checa o celular. Liga o chuveiro.
Ele acorda. Abre os olhos. Num esforço sobre-humano, sai da cama. Vai pro banheiro. Liga o chuveiro.
Ela entra no chuveiro. Respira fundo. E chora. Só um pouco. Mas chora.
Ele entra no chuveiro. Toma banho. Que droga, esqueci a toalha na sala.
De frente para o espelho, ela tenta esconder o nariz vermelho e os olhos levemente inchados. Nunca mais choro no banho. Válido somente para hoje. Toalha na cabeça, vai para a cozinha. Enche a xícara de café. O dia lá fora é lindo. Grande coisa.  Esse café ficou fraco. Chora.
Ele sai do chuveiro pingando e molha todo o caminho até a sala. Respira fundo. O dia lá fora é lindo. Pensa: pão com margarina ou com geléia?
Ela termina a xícara de café com o celular na mão. Nenhuma mensagem. Volta para o computador. Nenhum email. Vou me atrasar. Maquiagem de emergência. Seca o cabelo. Batom, rímel, base. Escova, chapinha. De quê adianta se nenhuma roupa tá me servindo?
Ele troca de roupa, pega a carteira, o celular, a chave de casa e sai.
Ela chega atrasada. E com cara de velório.
Ele tem um dia de trabalho cheio.
Ela checa o celular. Nenhuma mensagem. Nada no email. Nada no Facebook. Será que ele me bloqueou?
Na hora do almoço, ele não resiste e pede um choppinho. Só pra relaxar.
Ela chama todas as amigas para almoçar. Ele está há 3 dias sem mandar nenhuma mensagem. Acho que acabou. Acho que ele mentiu. Ele disse que eu sou linda. Que eu sou demais. Mas nunca mais me procurou. Ela chora. A maquiagem borra. Ela precisa ir no banheiro consertar toda a maquiagem.
Ele pede mais um choppinho. Só pra relaxar.
Ela volta para o trabalho. Com cara de velório.
Ele tem um dia de trabalho cheio.
Ela chega em casa. Joga a bolsa no sofá. Tira os sapatos. Abre uma lata de leite condensado. Brigadeiro. Brigadeiro vai me deixar melhor.
Ele chega em casa. Abre uma cerveja. Uma cerveja vai me deixar melhor.
Uma panela de brigadeiro depois, ela chora.
Ele abre outra cerveja.
Ela tira o que sobrou da maquiagem. Coloca um pijama qualquer. Não vou jantar. Não tenho fome. Só de brigadeiro. Checa o celular. Nenhuma mensagem. Vai para a cama. Caixa de lenço de papel do lado do travesseiro. Ela chora.
Ele olha para o celular. O que será que ela está fazendo agora?
“Saudades. Posso te ligar?”
Fim.